As Crianças Feridas e o Enneagrama: Como Compreender Comportamentos Infantis a partir da Psicanálise


 As Crianças Feridas e o Enneagrama: Como Compreender Comportamentos Infantis a partir da Psicanálise


Entender o comportamento infantil é um desafio constante para pais, cuidadores e profissionais da saúde. Muitas reações das crianças — birras, medos, agressividade, timidez excessiva, necessidade de agradar ou fuga emocional — não surgem do nada. Elas são expressões de necessidades internas, da forma como cada criança aprende a lidar com o mundo.

E é justamente nesse ponto que o Enneagrama, aliado à psicanálise e à terapia infantil, oferece um olhar profundo e transformador.


O que é o Enneagrama?


O Enneagrama é uma ferramenta milenar que descreve nove padrões de personalidade, cada um formado por estratégias emocionais que usamos desde muito cedo para sobreviver e nos sentirmos amados.

Embora seja mais conhecido no mundo adulto, muitos dos seus conceitos ajudam a compreender como as feridas emocionais se desenvolvem ainda na infância.


Quando associamos o Enneagrama ao olhar psicanalítico, conseguimos enxergar não só o que a criança faz, mas por que ela faz.



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As Crianças Feridas: nove formas de pedir cuidado


A seguir, apresento nove padrões emocionais que costumam aparecer nos consultórios de terapia infantil, especialmente em clínicas multidisciplinares como a Clínica Infantil Espaço Aprender, na Zona Leste de São Paulo.


1. A criança que precisa ser “boa” para ser amada


Aprende a agradar, evita conflitos e teme decepcionar. Essa criança internaliza a ideia de que amor depende de comportamento.


2. A criança que cuida dos outros para ser aceita


Assume responsabilidades emocionais que não lhe pertencem. Torna-se adulta cedo demais.


3. A criança que acredita que precisa ter desempenho para valer algo


Liga seu valor pessoal às notas, às conquistas e à eficiência. Normalmente esconde fragilidades.


4. A criança que sente que falta algo dentro dela


Vive comparações internas e pode desenvolver tristeza profunda ou sensação de inadequação.


5. A criança que se protege porque o mundo parece demais


Prefere ficar sozinha, guarda sua energia e evita ambientes caóticos ou intensos.


6. A criança marcada pela insegurança e pela imprevisibilidade


Vive em estado de alerta e precisa de previsibilidade, rotina e vínculos estáveis.


7. A criança que foge da dor emocional


Cria estratégias de fuga: brincadeiras, humor, distrações. Por trás, existe medo de sentir profundamente.


8. A criança que precisou ser forte para não ser ferida


Mostra dureza, bravura ou confrontos. Internamente, tem medo de vulnerabilidade.


9. A criança que acredita que sua presença não importa


Torna-se silenciosa, flexível demais, sempre se adaptando aos desejos dos outros.



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Como a Psicanálise e a Terapia Infantil ajudam?


A psicanálise nos ensina que toda criança comunica aquilo que sente, mesmo quando não possui palavras.

As atitudes são mensagens: pedidos de cuidado, de segurança, de reconhecimento.


A terapia infantil — seja por meio de psicoterapia, psicopedagogia, terapia ocupacional ou fonoaudiologia — possibilita que a criança:


elabore emoções difíceis


desenvolva autonomia emocional


fortaleça vínculos saudáveis


encontre novas formas de lidar com o mundo



E o Enneagrama contribui oferecendo um mapa de compreensão das motivações internas.



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A importância de buscar ajuda especializada


Se você percebe comportamentos persistentes como ansiedade, irritabilidade, retraimento, regressões ou desafios escolares, o acompanhamento profissional pode fazer toda a diferença.


Na Clínica Infantil Espaço Aprender, na Zona Leste, nossa equipe multidisciplinar integra psicanálise, Enneagrama como ferramenta de compreensão, psicopedagogia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, sempre com foco no desenvolvimento saudável da criança e no apoio à família.


Aqui, olhamos para a criança como um ser inteiro — não apenas seu comportamento, mas sua história.



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Conclusão


As chamadas “crianças feridas” não são crianças problemáticas. São crianças que encontraram estratégias para sobreviver emocionalmente.

Quando compreendemos suas necessidades profundas, podemos oferecer acolhimento, limites saudáveis e caminhos mais leves.


O Enneagrama, unido à psicanálise e à terapia infantil, abre portas para esse entendimento.

E transformar a vida emocional das crianças é, sem dúvida, transformar o futuro.


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